Felipe Nathan
Já
era noite, passava das 10 horas. Eu estava sozinho na rua. Ferido e com frio,
sem saber ao certo o que fazer.
Estava
com medo. Logo adiante, no meio das árvores, havia uma pequena casa, parecia
velha e abandonada.
Não
tinha outra opção. Bati na porta e pedi ajuda. Ninguém atendeu. Por sorte, a
porta estava aberta e acabei entrando.
O lugar era escuro e sombrio, não havia eletricidade na
casa. Precisava achar algo para ilumina-la.
Procurei em gavetas, ate achar três velas pequenas e já
usadas. Havia uma caixa de fósforos junto a elas. Logo acendi.
Fui à procura do banheiro para limpar meu ferimento.
Rasguei as mangas da minha a camiseta e limpar o ferimento com as poucas gotas
que saíam da torneira.
Estava cansado. Entrei no quarto da casa e me deitei.
Havia um quadro do lado da cama onde parecia um homem velho e uma menina,
provavelmente antigos moradores da casa.
Deixei a vela junto ao quadro e tentei dormir com o
barulho do vento forte batendo na janela.
Barulhos de baixo da cama estavam me assustando. O vento
ficava cada vez mais forte quando, de repente algo me puxava para baixo da cama
com rapidez.
Consegui me soltar da “pessoa” que estava me puxando e
peguei a vela, mas não conseguia olhar direito quem era, parecia a menina do
retrato.
Ela chegava cada vez mais perto, não tive outra opção e
joguei a vela nela, o fogo se espalhou na garota como se ela fosse papel.
A vela caiu no chão e se partiu ao meio. A garota, mesma
com fogo em seu corpo, conseguiu me arranhar no braço.
A garota atravessou o chão e desapareceu. Fiquei tonto e
também caí.
Quando acordei, estava na cama. Aquilo tudo não se
passava de um pesadelo.
Logo que levantei, encontrei a vela no chão rachada ao
meio. Olhei para o retrato. A garota não estava mais lá. Fiquei paralisado e,
quando olhei para o meu braço, estava a marca das unhas da garota.
Fiquei sem reação. Queria sair o mais rápido possível
daquele lugar. Antes de ir ate a porta, ela se abriu e apareceu a garota do
retrato, toda queimada.

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