quinta-feira, 20 de março de 2014

A Casa



Pedro Nader
Eu estava indo visitar meu tio com meu pai e meus quatro irmãos ,duas meninas e dois meninos .Minha mãe tinha ido há uma semana era para ela voltar hoje, mas estava muito mal.
Meu tio morava longe, dava quase um dia a cavalo. Sua casa era bem grande como a nossa , já que erámos de uma família rica . A casa era próxima a uma vila pobre , de lá seria bem rápido chegar a casa. Mas a passagem estava impedida por pedras que deslizaram da montanha. Por sorte , tinha outra passagem.
Essa outra passagem era mais longa e mais estreita. Assim, não dava para passar de cavalo. Como já estava anoitecendo, meu pai decidiu esperar e ficar na cidade naquela noite.
De manhã bem cedo, nós fomos para a casa do meu tio. Ao chegar meu tio nos recebeu bem, mas disse que nossa mãe estava morta. Abalados , nós entramos para vê-la e, no próximo dia , enterrá-la. Meu tio dormiu na ala central, onde tinha mesa, o banheiro, o saguão de entrada e a cozinha. Havia uma divisa, já que a ala esquerda era feminina e a direita masculina. Minhas irmãs, já que eram mais novas, ficaram com medo, mas foram mesmo assim. Eu e meus irmãos fomos nos deitar. À noite, ouvimos gritos de nossas irmãs, corremos para ver o que aconteceu, mas ao chegarmos, elas estavam apenas dormindo, e nós voltamos para nosso quarto.
De manhã , nós fomos enterrar minha mãe. Era uma típica manhã de inverno : fria e chuvosa. O enterro durou bastante , terminando perto do almoço. Ao acabar começou a ventar e chover bastante.
A tarde passou triste e sombria , já que o vento apagava as velas . Próximo às cinco horas , meu pai ficou doente e meu tio falou que era igual ao que matou minha mãe imaginando que ia morrer meu pai foi para o seu quarto.
À noite, eu e meus irmãos não conseguíamos dormir e fomos até a cidade em busca de remédios para meu pai. Demorou, mas achamos. Felizes, nós voltamos.
Ao chegarmos lá era quase meia-noite e a porta estava trancada. Nós andamos em volta da casa enquanto a chuva aumentava. A única área aberta era a dos fundos. Nós tivemos medo ,pois, era inabitada e muito próximo ao cemitério da família. De qualquer jeito, nós tivemos que ir. Ao chegarmos, ouvimos vozes no cemitério. Eu e meu irmão mais novo, entramos correndo. Ao entrarmos, a porta se fechou e meu irmão mais velho ficou para fora.
Ouvimos os gritos dele e, com medo, nos escondemos. Depois demais ou menos dez minutos, a porta se abriu com nada lá fora. Horrorizados corremos para o quarto de nosso pai.
Nós chegamos lá e meu pai estava morto. Tristes deitamos, sem conseguir dormir. Mais tarde ouvimos gritos de nossa irmã mais nova. Fomos lá ver. A mais velha tinha desaparecido, levamos a mais nova à sala, onde passamos o resto da noite.
De manhã , ouvimos gritos diferentes. Tentamos sair da casa, mas todas as saídas tinham sido trancadas.
A tarde se passou triste e muito chuvosa, nós não sobreviveríamos por mais dois dias pois a comida estava acabando. Dormimos todos na ala masculina. O tempo foi passando e próximo à meia-noite ouvimos os gritos novamente, vimos vultos nas sombras que pareciam nossos familiares. Meu tio foi atrás deles, quando ele saiu, eu achei estranho que a porta estava aberta, por isso eu não saí, e fiz bem, porque logo depois a porta se fechou, meu tio desapareceu.
A noite chegou novamente e os gritos também, mas dessa vez, nas sombras parecia haver pessoas. Com medo, nós vimos todas as portas se abrirem e corremos para fora. Ao sairmos pedi ao meus irmãos para ficarem perto de mim. Nós fomos até o portão da casa , nessa hora meu irmão viu algo correr para as sombras até desaparecer, sem poder fazer nada, corri com a minha irmã.


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