Nicole
Jandrey
A chuva caía
forte na pequena cidade de Brookeland, o que não era comum para uma cidade da
Califórnia. Percebi que as ruas eram mal iluminadas, beirando ao breu. Cada vez
que aproximava-me do número 212, a tempestade parecia piorar em números
alarmantes.
Quando
cheguei, a primeira coisa que entrou em minha visão foi uma casa feita de
madeira, engolida pelas árvores em sua volta. Ao entrar na casa, fiquei
surpresa com o meio de iluminação. Várias velas estavam sobre móveis da casa e,
como eu não tinha nenhuma forma de acendê-las, deixei a casa como estava.
Como já era
tarde e eu fizera uma viagem cansativa, comecei a procurar os aposentos,
segurando apenas uma lanterna. A casa era coberta de poeira, sendo que a
pintura das paredes parecia ter sido desgastada ao longo dos anos. Uma luz
vinda de um cômodo chamou a minha atenção, já que eu pensava ser a única na
casa. Ao abrir a porta, iluminei o ambiente com a minha lanterna. As paredes estavam
cobertas de sangue e o cheiro de podridão machucava minhas narinas.
Dei mais
atenção para o chão, vendo corpos empilhados. Tentei contá-los, mas eram
muitos. O horror veio em forma de grito e tentei abrir a porta
desesperadamente, porém estava trancada. Procurei um meio de sair, mas a única
coisa que havia era um espelho. Observei-o e, de alguma forma insana, procurava
uma resposta. Através do espelho, vi um vulto próximo de onde eu estava e, em
seguida, a lanterna se apagou, deixando-me para morrer.

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