terça-feira, 18 de março de 2014

212



Nicole Jandrey

  A chuva caía forte na pequena cidade de Brookeland, o que não era comum para uma cidade da Califórnia. Percebi que as ruas eram mal iluminadas, beirando ao breu. Cada vez que aproximava-me do número 212, a tempestade parecia piorar em números alarmantes.
  Quando cheguei, a primeira coisa que entrou em minha visão foi uma casa feita de madeira, engolida pelas árvores em sua volta. Ao entrar na casa, fiquei surpresa com o meio de iluminação. Várias velas estavam sobre móveis da casa e, como eu não tinha nenhuma forma de acendê-las, deixei a casa como estava.
  Como já era tarde e eu fizera uma viagem cansativa, comecei a procurar os aposentos, segurando apenas uma lanterna. A casa era coberta de poeira, sendo que a pintura das paredes parecia ter sido desgastada ao longo dos anos. Uma luz vinda de um cômodo chamou a minha atenção, já que eu pensava ser a única na casa. Ao abrir a porta, iluminei o ambiente com a minha lanterna. As paredes estavam cobertas de sangue e o cheiro de podridão machucava minhas narinas.
  Dei mais atenção para o chão, vendo corpos empilhados. Tentei contá-los, mas eram muitos. O horror veio em forma de grito e tentei abrir a porta desesperadamente, porém estava trancada. Procurei um meio de sair, mas a única coisa que havia era um espelho. Observei-o e, de alguma forma insana, procurava uma resposta. Através do espelho, vi um vulto próximo de onde eu estava e, em seguida, a lanterna se apagou, deixando-me para morrer.



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