terça-feira, 18 de março de 2014

A Esposa Misteriosa



Eduardo Manfré




               Em uma tarde fria de inverno, eu estava em casa em meu computador, conversando com uma garota em um site de relacionamento. Eu sei o quão ridículo isso é, mas eu estava desesperado, afinal, eu já tinha 30 anos e ainda estava solteiro.
           Depois de horas conversando, decidimos nos encontrar em uma lanchonete. E chegada a hora do encontro, fiquei esperando-a por mais ou menos 15 min., que para mim, pareceram uma eternidade.
            Quando ela finalmente chegou, eu me senti vendo a coisa mais linda. Seu nome era Emily. Ela tinha cabelos negros e olhos com o mais lindo verde.
            Nós começamos a namorar. Ficamos noivos. Demorou 3 anos para nos casarmos. Logo depois tivemos a noite mais linda de todas nossas vidas.
            Eu me mudei para a casa dela. Tudo tinha um aspecto rústico. Os móveis sempre de um tom escuro. Mas uma única  parte da casa me chamou a atenção, uma porta que sempre se mantinha fechada.
            Certo dia, eu não conti minha curiosidade e então  entrei no quarto. Ele inteira estava na escuridão, apenas um computador iluminava certa parte do quarto.
            No “ desktop” havia somente dois arquivos: “criança” e “adulto” eu abri o segundo arquivo, logo me arrependi de meu ato.
            Era um vídeo de um homem; gordo, feio e nojento ele estava amarrado em uma cadeira tentando pedir ajuda. Então uma mulher surgiu ao fundo, ela carregava uma faca. Ela observava o homem caminhando de um jeito que parecia  flutuar. Eu observei atentamente, e percebi que era minha esposa aquela psicopata. Aquela criatura cortou uma das orelhas do homem de uma forma lenta e dolorosa. Logo em seguida, ela fez um corte no abdome do pobre homem, fazendo o sangrar até a morte.
            Horrorizado me atrevi a abrir o outro arquivo, ele começava do mesmo modo, mas ao invés de um homem uma criança é apresentada no vídeo. Em seguida a mesma psicopata que um dia amei aparece. Só que agora com um isqueiro na mão, e uma poça de gasolina que rodeava o menino. A mulher acende o isqueiro e solta-o, acendendo a poça de gasolina e queimando o menino. Era possível ver o sofrimento nos olhos do garoto, e também era possível ver a bolhas se formando no corpo do garoto.
            E de repente tudo se apaga. E na escuridão eu vejo minha esposa avançando com uma faca. Antes de perceber qualquer coisa eu sinto uma dor aguda em meu peito e dou meu ultimo suspiro.

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