terça-feira, 18 de março de 2014

O Fantasma Verde



Giulia Scheidt
        
         Era uma noite fria e assustadora. Era uma noite de tempestade, com muitos raios e trovoes. As luzes piscavam.
            Estava na casa da Sra. Winchester, minha amiga de longa de data na noite do terrível acontecimento que provocou a sua morte.
            Nós estávamos conversando, quando as luzes apagaram. Ouvi um grito de terror, fiquei assustada, porém, como já conhecia a casa muito bem, corri pata um dos quartos para pegar e acender um lampião. Quando estava voltando e me dirigindo a porta do cômodo, levei uma pancada na cabeça.
            Eu me lembro só de ver um vulto e ouvir risadas. Desmaiei.
            Acordei na delegacia. Estava me sentindo ,meio tonta. O vizinho teria ouvido o grito agoniado de minha amiga e ligado à polícia. O policial me fez algumas perguntas e depois deixou eu ir embora.
            Voltei para casa e não encontrei nenhuma de minha irmãs. Elas eram Cláudia e Isabel. Éramos trigêmeas, porém, nossas feições eram bem diferentes. Tínhamos 27 anos. Minhas irmãs já eram casadas. Eu estava noiva. Nossos pais morreram ainda quando jovens.
            Achei estranho não ter ninguém, porém, estava ,muito cansada e abatida. Então fui me deitar, quando encontrei o segundo aviso na parede: “Primeiro sua amiga, depois suas irmãs e depois você –FANTASMA VERDE “, fiquei muito assustada com aquilo. Então peguei um táxi e fui para o hotel mais próximo. Não dormi a noite inteira pensando no porquê de tudo isso ter ocorrido.
            Na manhã seguinte, voltei à delegacia e contei o que vi na parede do meu quarto e o desaparecimento de minhas irmãs. O policial disse que iríamos a casa de minha amiga. Chegando lá, examinamos tudo com os mínimos detalhes. Estávamos quase desistindo, quando encontrei no chão uma falha, onde o piso não se contrastava com o resto.
            Fiz força para abrir, mas havia um cadeado. Então o policial pegou seu cassetete e bateu no cadeado até abrir. Estaca tudo escuro, havia uma escassa velha, sem corrimão, “caindo aos pedaços”. No lado direito, havia um interruptor. Acendi, fiquei com um pouco de receio, mas descemos.
Lá embaixo havia apenas um colchão e um travesseiro, nada mais. Vimos o assassino sentado em seu colchão. Porém, quando ele nos viu, começou a correr em minha direção. Quando policial deu um choque no assassino, ele desmaiou.
            Reparamos que havia uma janela, que levava ao lado de fora. Isso explica o porquê de o cadeado ser para o lado de fora.
            Levamos o assassino até a delegacia. Deixamos ele algemado na cadeira. Eu e o policial estávamos conversando quando o assassino acordou.
            O policial perguntou o porquê de ele ter feito tudo isso, o assassinato da amiga e das irmãs. No começo, ele se negou a contar, mas depois de algum tempo, ele resolveu falar.
            Ele falou que érea uma coisa pessoal da infância. Quando era criança, ele Não tinha irmãos nem amigos. Cresceu solitário, explicava ele.
            Falou também que “sempre que vejo amigos, ou irmãos se divertindo juntos, eu mato, para de livrar da dor que sinto da minha amarga infância...”


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