terça-feira, 18 de março de 2014

O Mistério da Mansão Cooper



                                                                                                 Daniel dos Santos Recchia

Era tarde e já passava de meia-noite. Eu estava a caminho da mansão de meu falecido irmão, mas, restando poucos minutos para chegar, o ônibus para de andar.
 Todos foram assim como eu ver o que aconteceu, vimos o motorista, morto sem explicação. Não havia marcas de ferimentos de bala ou facadas. Precisei ir a pé pelo caminho mais fácil atravessando um rio. A ponte, tirando o rangido horrível, foi rápido e fácil de passar. Chegando à mansão encontrei-me com Mauricee, meu primo e de meu irmão. Dormi com dificuldade refletindo o que aconteceu naquela noite, como a morte de meu irmão e do motorista, ambas a mortes foram inexplicáveis. Mesmo assim, me senti bem, porque sabia que os dois foram a um lugar melhor.
De manhã bem cedo Mauricee e eu fomos dar uma caminhada que John fazia quando era vivo. O jardim tinha uma pequena casa onde ficavam os túmulos de meus pais e de John, mas para a nossa sorte começou uma chuva muito forte que nos obrigou a nos abrigar na mansão. Então corri para a casa na arvore em que John e eu brincávamos quando crianças. Lá havia um carpete e uma lareira para assar carne. Mauricee preparou nosso almoço que John e eu comíamos sempre que eu o visitava. Um belo prato de bife de Mignon e frutos do mar. Quando chuva parou ao mesmo tempo anoiteceu o cômodo do escritório de John foi inundado com a chuva, mas restauro no dia seguinte com a ajuda de Mauricee. Só que a noite ouvi barulhos de passos vindos de fora onde ficava os túmulos, fui até lá armado e preparado para qualquer coisa e quando cheguei lá já era tarde, a cova estava aberta e vazia.
Raciocinei um instante, ouvi passos parecendo de uma pessoa ou um velho caminhando e só pegadas de dois pés então cheguei a pensar que John estava vivo por um instante e quase enlouqueci.
Procurei o detetive Joey para me ajudar começando pelo ônibus na estrada da mansão, o motorista estava lá ainda sendo estudado e vimos em seu bolso duas caixas de uma droga desconhecida, sem rótulo ou nome, mas sim uma pequena etiqueta com o nome John e me apavorei. Foi comprovado que John foi morto de overdose pelo motorista antes de minha viagem e demorei 17 anos para encontrar o corpo de John no mesmo riacho que passei no dia de sua morte, parecia ter ido lá se arrastando.
Sabendo disso tirei um grande peso de minha consciência e pude viver e paz.
                                           JACK LEE COOPER
                                               (1872 - 1959)


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