Daniel dos Santos Recchia
Era tarde e já passava de
meia-noite. Eu estava a caminho da mansão de meu falecido irmão, mas, restando
poucos minutos para chegar, o ônibus para de andar.
Todos foram assim como eu ver o que aconteceu,
vimos o motorista, morto sem explicação. Não havia marcas de ferimentos de bala
ou facadas. Precisei ir a pé pelo caminho mais fácil atravessando um rio. A
ponte, tirando o rangido horrível, foi rápido e fácil de passar. Chegando à
mansão encontrei-me com Mauricee, meu primo e de meu irmão. Dormi com
dificuldade refletindo o que aconteceu naquela noite, como a morte de meu irmão
e do motorista, ambas a mortes foram inexplicáveis. Mesmo assim, me senti bem,
porque sabia que os dois foram a um lugar melhor.
De manhã bem cedo Mauricee e eu
fomos dar uma caminhada que John fazia quando era vivo. O jardim tinha uma
pequena casa onde ficavam os túmulos de meus pais e de John, mas para a nossa
sorte começou uma chuva muito forte que nos obrigou a nos abrigar na mansão.
Então corri para a casa na arvore em que John e eu brincávamos quando crianças.
Lá havia um carpete e uma lareira para assar carne. Mauricee preparou nosso
almoço que John e eu comíamos sempre que eu o visitava. Um belo prato de bife
de Mignon e frutos do mar. Quando chuva parou ao mesmo tempo anoiteceu o cômodo
do escritório de John foi inundado com a chuva, mas restauro no dia seguinte
com a ajuda de Mauricee. Só que a noite ouvi barulhos de passos vindos de fora
onde ficava os túmulos, fui até lá armado e preparado para qualquer coisa e
quando cheguei lá já era tarde, a cova estava aberta e vazia.
Raciocinei um instante, ouvi
passos parecendo de uma pessoa ou um velho caminhando e só pegadas de dois pés
então cheguei a pensar que John estava vivo por um instante e quase enlouqueci.
Procurei o detetive Joey para
me ajudar começando pelo ônibus na estrada da mansão, o motorista estava lá
ainda sendo estudado e vimos em seu bolso duas caixas de uma droga
desconhecida, sem rótulo ou nome, mas sim uma pequena etiqueta com o nome John
e me apavorei. Foi comprovado que John foi morto de overdose pelo motorista
antes de minha viagem e demorei 17 anos para encontrar o corpo de John no mesmo
riacho que passei no dia de sua morte, parecia ter ido lá se arrastando.
Sabendo disso tirei um grande
peso de minha consciência e pude viver e paz.
JACK
LEE COOPER

Nenhum comentário:
Postar um comentário