terça-feira, 18 de março de 2014

A misteriosa vida do “homem-jovem”



Milena Heloísa de Amorim Silvério


Era uma tarde escura de sexta-feira, Júnior e seus amigos estavam preparando as suas malas para irem viajar, iriam conhecer uma cidadezinha sem muitos habitantes. Como estavam de férias, queriam se divertir em um lugar calmo. Eles iriam de trem no dia seguinte, mas Clara e Fran se atrasaram, então tiveram que pegar o próximo, que seria lá pelas três horas e quarenta e cinco min. Depois de ficarem esperando, entraram no trem. O percurso duraria o máximo de quatro horas.
Quando chegaram, não havia ninguém, mas encontraram uma casa bem maltratada, bem perto do mar. Todos eles iriam dormir em uma barraca, mas como já estava escuro o local, não poderiam colocar em qualquer lugar. Então partiram em direção à casa, todos carregando as suas lanternas, assim ficaria bem iluminado.
Entraram na casa. A primeira coisa que viram foram as velas em cima da mesa da cozinha. Acenderam rapidamente e viram que dentro da pia estava cheio de utensílios sujos, como não fossem lavados há dias. Perceberam ela casa, viram que não tinha ninguém. Então por precaução montaram sua barraca ali mesmo. Pela noite, dormiram super bem, mas quando acordaram, a mesa da cozinha estava feita (café da manhã). Olharam em direção a pia viram um homem. Todos começaram a gritar. Aquele era o seu José, dono daquela casa. Muito desconfiado, José percebeu em seus olhares e lhes disse:
− Se acalmem, não tenham medo de mim, sou o José!
Júnior responde:
− Me desculpe pelo nosso espanto, seu José! Pensamos que não havia ninguém nesta casa!
− Cheguei pela manhã, estava ontem na cidade ao lado.
  Só tem o senhor de morador nessa cidade?
− Agora tem, antigamente, ali em cima daquele morro, há uma casa abandonada, morava um homem bem jovem, cerca de 30 anos, mais ou menos. Morava com a sua esposa e uma filha pequena. As duas morreram, mas nós não sabemos como! Mas com essa angústia e sofrimento, a partir daquele ano, não se via mais ele. Vivia trancado em sua casa. Sua casa era escura e grande (parecia um castelo antigo e judiado). E ele simplesmente sumiu, evaporou!
− Como assim “nós”? Havia mais alguém com você?
− Ahh! Sim, os policiais que moram na outra cidade, não muito longe daqui. De caminhada leva cerca de uma hora.
Depois de conversarem bastante, Júnior e seus amigos saíram da casa para conhecerem o local. Mas o sol lindo que estava, havia se tornado de repente em uma forte chuva. Não se desanimaram, queriam se divertir! Fran se matara de curiosidade daquele “castelo”. Subiram cuidadosamente o morro, mesmo com a forte chuva. Os meninos tentaram abrir a porta, mas estava trancada e as meninas insistiram em ficar. Enquanto discutiam, Clara pegou uma pedra e acertou na janela mais próxima. Com o impacto, quebrou o vidro. Os meninos, principalmente Júnior, que era irmão de Clara ficara indignado com a atitude dela. Mas sem perder muito tempo, entraram naquele local escuro e ao mesmo tempo assombrador. Tinham uma única lanterna. Depois de um tempo acabara a bateria.
Fran, como é a mais curiosa, abriu um armário quando se repararam um corpo caindo no chão. Estava morto. Todos assustados, decidiram sair da casa, mas não havia como. Alguém trancara todas as portas. Então saíram à procura de uma vela. Todas estavam derretidas. E o dia estava se escurecendo cada vez mais rápido. Não tinham outra solução, teriam que se separar para encontrar outra saída. Bruno foi com Clara e Júnior com, Fran. Bruno e Clara entraram em um quarto onde encontraram outro corpo, com sinais de assassinato e continuaram em frente. Encontraram varias cordas penduradas e jogadas no chão. Os dois corpos encontrados eram homens com sinais de enforcamento. Enquanto isso Júnior e Fran estavam vendo na cozinha, onde conseguiram encontrar um fosforo. Acenderam e viram uma pessoa passando por atrás deles. Então saíram correndo atrás dessa pessoa e conseguiram o derrubar com a corda que Bruno pegara. O dia estava amanhecendo e       Fran conseguiu abrir a porta. Foi chamar seu José e sorte que os policiais estavam em sua casa. Prenderam o assassino, que seria o “homem jovem” que seu José havia falado. Mas no fim ele as havia matado. As cordas eram para pegar os bichos que entravam em sua casa, mas as confundiu e as matou!
Depois de terem férias assustadoras, os quatro decidiram voltar para casa uma semana antes.

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