Giulia Scheidt da
Costa
Acordei.
Mais uma manhã de sol, e calor intenso, naquela olha, de que provavelmente
nunca sairei.
15
anos perdidos de minha vida nessa ilha. O desânimo de acordar todas as manhãs,
pensando no porque fui a única a sobreviver, não sai da minha mente.
Porém,
hoje acordei com sede de aventura. Hoje vou me embrenhar na mata, para ver se
existe mais alguém aqui.
Uma
trilha ! Ainda bem que existe uma trilha. Seguindo a trilham me deparo com uma
armadilha, um buraco no chão, coberto por folhas. Dou uma pisada de leve e
quase acabo caindo, Existem muitas outras armadilhas, até eu chegar do outro
lado da ilha. Depois de dias já passados, com muitos cortes, e algumas picadas
de aranha (tomara que não sejam venenosas) chego ao outro lado da ilha.
Vejo
que aquelas pessoas que ocupavam aquele avião em 1985 estavam ali ! Meu amigo
Johnie estava ali também, fazendo fogo para assar camarões, peixes e lulas.
O
mar era cor de fogo, a água era quente, mas não do ponto de queimar algo ou
alguém.
Tê-los
encontrado depois de 15 anos, foi maravilhoso. Nunca mais viverei sozinha,
nunca mais viverei naquela solidão...

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