terça-feira, 22 de abril de 2014

A ilha misteriosa



Giulia Scheidt da Costa

Acordei. Mais uma manhã de sol, e calor intenso, naquela olha, de que provavelmente nunca sairei.
15 anos perdidos de minha vida nessa ilha. O desânimo de acordar todas as manhãs, pensando no porque fui a única a sobreviver, não sai da minha mente.
Porém, hoje acordei com sede de aventura. Hoje vou me embrenhar na mata, para ver se existe mais alguém aqui.
Uma trilha ! Ainda bem que existe uma trilha. Seguindo a trilham me deparo com uma armadilha, um buraco no chão, coberto por folhas. Dou uma pisada de leve e quase acabo caindo, Existem muitas outras armadilhas, até eu chegar do outro lado da ilha. Depois de dias já passados, com muitos cortes, e algumas picadas de aranha (tomara que não sejam venenosas) chego ao outro lado da ilha.
Vejo que aquelas pessoas que ocupavam aquele avião em 1985 estavam ali ! Meu amigo Johnie estava ali também, fazendo fogo para assar camarões, peixes e lulas.
O mar era cor de fogo, a água era quente, mas não do ponto de queimar algo ou alguém.
Tê-los encontrado depois de 15 anos, foi maravilhoso. Nunca mais viverei sozinha, nunca mais viverei naquela solidão...


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