Eduardo Garcia Busto
Acordei cedo, pulei
a cerca. Lá estava meu café da manhã, como sempre. Não é que eu gostasse de
fazer isso, mas roubar as maçãs do Sr. George já havia virado parte da minha
rotina, pois não eram maçãs comuns, eram maiores, mais suculentas e um pouco
rosadas. Se você as provasse, ia se sentir na necessidade de roubá-las. Não é
culpa minha.
Além disso, se o
Sr. George resolvesse ir para o quintal bem na hora do roubo, era só entrar
dentro do grande buraco localizado no centro do tronco da árvore. Lá dentro era
bem aconchegante e o velho, que já era meio cego, caduco e imbecil, jamais me
encontraria, ou pelo menos era isso que eu imaginava.
Lá pelo segundo mês
de meus roubos diários de maçãs, eu já estava descuidado, mas meu descuido
naquele dia ia mudar minha vida.
Eu estava entrando
no buraco quando sem querer pisei em um pedaço de tronco desgastado, que acabou
caindo e fazendo um barulho infernal, nesse instante, pude ver o Sr. George
correndo exatamente na minha direção, como se não fosse cego, além disso, era
rápido como um jovem de 20 anos de idade, e de repente ele começou a brilhar
até virar um ser marrom, peludo e com pequenas orelhas, semelhante a um filhote
de urso com olhos amarelos. Minha última lembrança foi dele me alcançando, pois
eu estava paralisado.
Então acordei em
meu quarto, havia um papel com um recado em minha barriga:
VOCÊ DESCOBRIU NOSSO DISFARCE,MAS NÃO OUSE VOLTAR A ROUBAR
NOSSAS FRUTAS.
Grooge,
Líder dos Yampaff
Em seguida, olhei
pela janela e vi que a árvore e a casa do “Sr. George” não estavam mais lá. Perdi
meu café da manhã.

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