quinta-feira, 24 de abril de 2014

A casa da colina



Julia Domingues De Souza
Era como uma tarde qualquer acordei, fui ao banheiro, tomei banho, coloquei meu uniforme e fui para a escola.
Quando entrei na sala reparei em um garoto novo, ele era quieto, estranho, mas não deixei de reparar o quanto era bonito! O mais estranho é que ninguém havia conversado ou perguntado quem ele era. Ele parecia ser invisível e não estar aqui.
Na hora do lanche, decidi me apresentar:
- Olá... Meu nome é Julia e o seu?
- Olá... Meu nome é Rafael- respondeu ele com vergonha.
No final da aula, ele me chamou para irmos ao bosque que ficava perto da escola. Andamos por uma trilha que tinha mais ou menos uns 20 quilômetros e quando chegamos no topo da colina encontramos uma casa abandonada.
A casa era antiga com um aspecto mal-assombrado.
Decidi entrar lá e saber o que tinha lá dentro Rafael colocou a mão na minha frente e disse:
- Você não vai entrar ai vai?
- Sim eu vou porque está com medo? Ha ha...- respondi rindo.
- Não estou com medo, só não quero que você morra – respondeu ele arrepiado.
Um frio repentino tomou meu corpo. Ouvi uma voz familiar. E desmaiei.
Não conseguia lembra nada após Rafa falar que não queria que eu morresse. Naquela noite não dormi, não conseguia pensar em nada além da voz e da casa. Levantei de minha cama me troquei e decidi ir até a casa de novo. Mas cometi um erro ao não avisar ninguém onde estava indo.
A noite estava fria com muita neblina que não podia mal ver o que estava a minha frente.
Perto da casa eu vi alguém. Um vulto preto. Vi apenas sua silhueta iluminada pela lua. O medo tomou meu corpo. Tive calafrios. A minha sensação foi de estar encarando a morte, sou incapaz de descrever o que senti apenas em simples palavras em uma simples folha de papel.
Segui em frente e abri a porta da casa lá encontrei dois corpos um que parecia ser de Rafael e do lado o meu. Estava me vendo ali morta com uma faca cravada em nossos corações.
Ao olhar para mim mesma lembrei-me do que havia acontecido na tarde daquele dia.
“Obriguei Rafa a entrar na casa”. Ele muito amedrontado entrou e lá dentro havia uma menina com uma faca veio em nossa direção e aquilo aconteceu.”
Eu era apenas meu espírito, precisava me lembrar do que aconteceu naquela tarde.
E agora sei exatamente que a culpa foi minha e levarei o peso de um assassinato para o resto da vida do meu espírito.
Posso seguir meu caminho, em direção ao inferno, agora que tudo se esclareceu.


Nenhum comentário:

Postar um comentário