sexta-feira, 30 de maio de 2014

Luiza Bradasch Kohler



Domingo, 11 de maio de 2043.

Mamãe morreu. Tão jovem e bela. Lembrei-me agora de suas mãos, lindíssimas mãos ela tinha, mas, nas ultimas semanas, elas pareciam cansadas e fracas.
Quando eu era pequena, eu estava chorando pela morte de meu pai, quando um senhor de meia idade me disse que eu não deveria chorar pela morte de pessoas próximas, pois elas estariam em um lugar bem melhor que a Terra e que elas sempre estariam olhando cada passo que eu dou.
Nego-me a dizer que não senti pela morte de minha mãe e que nenhuma gota de tristeza caiu dos meus olhos, mas o que eu posso dizer é que eu me orgulho de ser sua filha, eu me orgulho de ter tido a honra de conviver com essa mulher tão forte e batalhadora.
Fico feliz de saber que, no futuro, estaremos juntas novamente, caminhando pela areia da praia.
Estou sentada na varanda de casa, apenas olhando as estrelas e dizendo que o céu acabou de receber mais um anjo. 


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