Domingo, 11 de maio de 2043.
Mamãe
morreu. Tão jovem e bela. Lembrei-me agora de suas mãos, lindíssimas mãos ela
tinha, mas, nas ultimas semanas, elas pareciam cansadas e fracas.
Quando eu
era pequena, eu estava chorando pela morte de meu pai, quando um senhor de meia
idade me disse que eu não deveria chorar pela morte de pessoas próximas, pois
elas estariam em um lugar bem melhor que a Terra e que elas sempre estariam
olhando cada passo que eu dou.
Nego-me a
dizer que não senti pela morte de minha mãe e que nenhuma gota de tristeza caiu
dos meus olhos, mas o que eu posso dizer é que eu me orgulho de ser sua filha,
eu me orgulho de ter tido a honra de conviver com essa mulher tão forte e
batalhadora.
Fico feliz
de saber que, no futuro, estaremos juntas novamente, caminhando pela areia da
praia.
Estou
sentada na varanda de casa, apenas olhando as estrelas e dizendo que o céu
acabou de receber mais um anjo.

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